Levava ela sempre a alma de saia longa, cumprida, o colo exposto e os pés sujos de areia. Ana tinha o seu ser nos pequenos riozinhos, nas serras. Quando afastada daqueles altos sentia-se longe de casa, longe de si.
Joaquim diferente não trocava seus passos. Como Ana, sentia falta do cheiro daquela terra que sempre sentiu que sua essência pertencia. Era ele das serras. Das pedras cinzas, do chão branco e das águas escuras, embora sempre tranparentozas, vinha seu fôlego. Contudo, seu jeito camufloso não deixava evidente sua saudade quando afastado daqueles ares.
Acharam seus sentires mútuos por aquelas bandas sertanejas. Seus corpos se descobriram e se achegavam voluntoriosamente. Em peças pregadas por tecituras vivazes de acasos parecidos destinosos, encontraram as mãos de Ana e Joaquim.
... prossegue
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